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Teste com lâmpadas LED aponta qualidade duvidosa em sete marcas

Escrito por Aldoberto Lopes. Publicado em Tendências

No artigo do link abaixo (de 26/07/2016), Nicole Ongaratto trouxe ao conhecimento dos leitores do site Investimento e Notícias a avaliação feita pela PROTESTE de 9 marcas de lâmpadas LED de uso residencial e comercial.

http://www.investimentosenoticias.com.br/financas-pessoais/orientacao-ao-consumidor/teste-com-lampadas-led-aponta-qualidade-duvidosa-em-sete-marcas

"Apenas duas foram bem avaliadas: Osram Led Superstar Classic A e G-Light A 60 Led. Ainda assim, têm fator de potência baixo (menor que 0,7), o que compromete para se obter mais economia de energia.

A recomendação é não comprar quatro delas: Lexman, Golden Ultraled A60, Ourolux Superled Ouro 100 e Kian Led SMD Classic. Portanto, deixe sua fluorescente em uso até ela queimar. Só depois troque pela de LED ou por aquelas que tenham o selo de eficiência energética. Apesar de serem mais econômicas e durarem mais do que as fluorescentes, essas condições só serão alcançadas de forma geral, quando tiverem o selo do Programa Brasileiro de Etiquetagem."

Tomando como ponto de partida as conclusões acima, podemos estabelecer que existe uma tendência da grande maioria das lâmpadas LED encontradas no mercado ser realmente muito ruim, bem abaixo das expectativas dos consumidores, e muito diferente do que se vê em propagandas dos fabricantes e vendedores, que enfatizam dezenas de benefícios e "n" vantagens em se optar por seus produtos. 

Apesar de parecer uma projeção pessimista, esperamos que à medida que o consumidor busque mais informações e aprenda mais sobre a Iluminação LED e sobre as especificações e características construtivas das lâmpadas, consiga diferenciar produtos LED de baixa qualidade (normalmente são os de menores preços) e aprenda que não deve comprar lâmpada LED apenas comparando o design e o preço das opções disponíveis no mercado, que são muitas.

Sim, existem muitas e muitas marcas de lâmpadas e luminárias LED. A procedência das lâmpadas LED da maioria dos "fabricantes" e distribuidores normalmente é a mesma: China, e se aumentar a amostra para 50 marcas, a Proteste vai reprovar mais de 40, ou seja, o percentual é maior que 80%, e a culpa desse cenário atual, em parte, é do próprio consumidor brasileiro, que sempre dá preferência a produtos de menor preço, nivelando o mercado por baixo em termos de qualidade.

Para reduzir o preço das lâmpadas de LED e poder competir no mercado, a grande maioria dos fabricantes tem subdimensionado a dissipação de calor e/ou utilizado LEDs mais baratos e de menor rendimento/eficiência, além de drivers (fontes) de alimentação menos robustos, que pifam facilmente com os picos da rede elétrica (problema muito comum no Brasil, principalmente em cidades onde não foram feitos os investimentos de atualização da rede elétrica de acordo com o aumento da carga na rede e prevendo a variação dessa carga em diferentes horários).

A reprovação se deve também às referências utilizadas e expectativas de resultados.

Como o consumidor tem dado preferência a produtos LED de menor preço, a qualidade em geral caiu nos últimos anos, mas a grande maioria dos fabricantes manteve "benefícios" e "promessas" ilusórias nos catálogos, ou seja, fica evidente que as especificações não estão mais correspondendo à realidade.

Há muito tempo já comentamos que a qualidade vem caindo, e a tendência é a lâmpada LED se tornar tão descartável quanto a lâmpada fluorescente compacta. Por isso, não adianta "esperar que melhorem". O melhor comportamento do consumidor talvez seja escolher marcas confiáveis e verdadeiras nas especificações, e fazer as contas para obter o melhor custo-benefício da iluminação com lâmpadas e luminárias LED.

Levando em consideração que uma lâmpada confiável (normalmente bem mais cara) pode durar até 3 vezes mais que uma de "preço imbatível", a conclusão é que o barato, a longo prazo, acaba saindo caro.

Se o consumidor tornar-se mais seletivo e exigir melhor qualidade, os fabricantes vão melhorar seus produtos. Agora, se continuar comprando somente menor preço, a tendência é que piorem ainda mais. 

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